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Desmatamento cai em áreas protegidas

Publicado: Terça, 14 de Novembro de 2017, 17h46 | Última atualização em Terça, 14 de Novembro de 2017, 17h49 | Acessos: 323

Desmatamento cai em áreas protegidas

Redução de 28% foi anunciada por Sarney Filho durante Conferência do Clima. Alemanha e Noruega destacam política ambiental brasileira.

LUCAS TOLENTINO
Enviado especial a Bonn

As unidades de conservação federais apresentaram redução no desmatamento neste ano. Em Bonn, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou que o desmatamento nas UCs caiu 28% entre agosto de 2016 e julho deste ano. O anúncio ocorreu em evento paralelo na programação da 23ª Conferência das Partes (COP 23), que ocorre até o fim desta semana em Bonn, na Alemanha. A Conferência reúne mais de 190 países para avançar na implementação do Acordo de Paris sobre mudança do clima.

Os números do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) mostram que o desmatamento nas UCs federais foi de 159 km², o que representa a redução de 28% em relação aos 221 km² registrados entre agosto de 2015 e julho de 2016. A queda foi mais acentuada que o desmatamento em toda a região da Amazônia Legal, que registrou redução de 16%, conforme números do Prodes divulgados em outubro. As UCs federais correspondem a apenas 2,4% de todo o desmatamento no bioma.

Essa foi a segunda menor taxa desde 1997 em relação às unidades de conservação. Sarney Filho credita o número ao fortalecimento do comando e controle na região. "Essa queda era esperada, pois reforçamos o poder de polícia dos órgãos federais de fiscalização com maior suporte financeiro, humano, logístico, tecnológico e informacional", declarou o ministro.

Na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, houve 65% de redução, o maior percentual registrado entre as unidades de conservação. A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, registrou queda de 36% no desmatamento. A atuação dos extrativistas e povos tradicionais foi destacada pelo ministro como fundamental para a conservação do bioma. "A Amazônia abriga 27 milhões de pessoas", explicou Sarney Filho. "Precisamos de alternativas sustentáveis para a região", acrescentou.

Amazon-Bonn reuniu, nesta terça-feira, governos, empresas e sociedade civil (Foto: Gilberto Soares)

APOIO

Os países que têm cooperação com o Brasil na área ambiental reiteraram apoio às medidas de conservação adotadas em território nacional. Principal doadora de recursos ao Fundo Amazônia, a Noruega reconheceu os resultados alcançados pelo governo brasileiro. "Temos bastante orgulho da nossa parceria, que completará 10 anos de colaboração aberta e construtiva em breve", afirmou o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen. "Não há dúvida de que os esforços brasileiros são importantes para o clima global".

O vice-ministro de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, Thomas Silberhorn, afirmou que o país encoraja "o governo brasileiro no caminho da conservação florestal" e destacou o papel dos povos tradicionais nesse processo.

O líder indígena Raoni Metuktire, da etnia Kayapó, alertou para a necessidade de conservação e de apoio aos indígenas, que estão entre os principais protetores das florestas. "A gente precisa se unir em torno da causa do meio ambiente e não deixar que acabem com nossos recursos naturais", defendeu.

RECURSOS

Novas parcerias entre instituições internacionais e estados brasileiros também foram firmados durante o Amazon-Bonn, evento paralelo na COP 23 organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Fórum dos Governadores da Amazônia Legal. A Alemanha destinará 33,9 milhões de euros para o Fundo Amazônia, além de 17 milhões de euros para Mato Grosso e 10 milhões de euros para o Acre para inciativas de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+). Além disso, um acordo de cooperação entre o Reino Unido e os estados do Acre e do Mato Grosso destinará 43 milhões de libras também para ações de REDD+

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Notícias - MMA na COP 23

 


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